Fazer o bem … sempre

DADI JANKI – A MENTE MAIS ESTÁVEL DO MUNDO
Uma ioguina indiana, DADI JANKI, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a “mente mais estável do mundo” porque, mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral.

Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.

Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranquila e sem pesos, ela respondeu:

“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente”.

Em 1978, Dadi Janki foi submetida a um teste na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, quando então se tornou conhecida como “a mente mais estável do mundo” (suas ondas cerebrais não se alteram mesmo em situações extremas).

“A maravilha é que, mesmo não entendendo inglês, consegui dar as respostas certas”, diz.

Hoje, aos 86 anos, 60 deles dedicados ao estudo espiritual e à prática da meditação, Dadi é só tranqüilidade e paz. Co-diretora mundial da Brahma Kumaris – universidade espiritual com sede na Índia e mais de 5 mil centros pelo mundo -, integrante do grupo Guardiões da Sabedoria e criadora da Fundação Janki de Pesquisas para Saúde Global, em Londres, ela nos recebeu vestindo branco por dentro e por fora, sem solenidades, sem as vaidades comuns à maioria das mulheres. Seu discurso encanta pela pureza e ensina que as mudanças possíveis ao mundo começam no coração de cada pessoa.

– Por que tanta gente está buscando uma vida simples?

– Vivemos com muitas demandas de consumo. Eu quero isto, eu quero aquilo, aquilo outro e assim por diante. E todo mundo tem muitas demandas e expectativas. Se vivemos ao sabor das demandas externas, tudo o que conseguimos ver em termos de reconhecimento da personalidade humana é o que aparece na superfície, o que é artificial. E vida simples significa vida real.

Algumas pessoas pensam que a necessidade da vida é possuir coisas, quando, na verdade, o que realmente importa é possuir valores espirituais. Portanto, quando reafirmamos nossa vida em propósitos de paz, felicidade e amor, caminhamos para a felicidade verdadeira.

A conquista de uma vida simples permite que a espiritualidade se desenvolva facilmente.
E espiritualidade significa eu usar o meu tempo, o meu dinheiro e a minha energia no caminho do bem.

– E de que maneira podemos seguir esse caminho na prática, levando em conta as dificuldades do dia-a-dia?

– Existem três aspectos importantes para o entendimento do que proponho aqui, do que estamos levando adiante com o conhecimento.

a) O primeiro passo é empreender a busca, porque quando faço isso reconheço os territórios internos, em termos de qualidade dos pensamentos, e entendo o que pode ser feito para mudar.
b) Segundo, tenho de conhecer a Deus, ser capaz de ter um relacionamento com o divino, de maneira a estar pronto para receber de Deus o tesouro da paz.
c) Terceiro, eu também preciso entender os movimentos de calma e de ação, assim como o curso e os efeitos de minhas ações. Se eu puder entender essas três coisas, então certamente terei paz verdadeira.

– A senhora vive com pouco?

– Posso viver muito bem com três conjuntos de roupas: uma para tudo, outra para alternar na lavagem, uma terceira guardada. Às vezes, quando visito alguém, as pessoas me chamam para mostrar o número de roupas que elas têm, a quantidade de sapatos, as jóias. Eu sinto compaixão por elas, porque seu intelecto certamente está disperso. Todos esses apelos externos nos distraem do real propósito da vida.

– Essa desconexão com o real complica também nossos relacionamentos?

– Sim, as demandas externas distanciam as pessoas do que entendemos como qualidade em um relacionamento. É o que deteriora a família, as amizades e consagra o egoísmo no lugar da verdade. Quando, enfim, complicamos muito a vida, fica difícil tomarmos conta de nós mesmos e, mais ainda, não há como cuidar devidamente de nossos relacionamentos.

Bem, eu posso mostrar, com a minha vida, de que maneira é possível alcançar a felicidade e, assim, os outros têm uma referência de como conseguir isso também. Com uma vida simples, posso dar atenção aos outros, cooperar com os outros, porque quando meu coração é honesto, ele se torna grande, generoso.

– É possível manter-se centrado mesmo com o turbilhão de informações produzido por jornais, revistas e televisão?

– Eu prefiro viver longe desse fluxo. Porque, se sabe, isso acaba virando um vício. As pessoas acreditam que, lendo jornais ou assistindo TV, estejam apenas buscando informações sobre o que acontece no mundo. Mas, na verdade, tudo isso produz uma grande quantidade de distrações.

O cinema, da mesma forma, difunde muitos e muitos maus hábitos. Assim, fica muito difícil, por exemplo, manter uma vida mais contemplativa, pautada na prática da meditação. A natureza humana é muito suscetível.

Somos freqüentemente afetados pelo mal. E quase sempre a influência do mal ocorre de maneira muito rápida. Se eu, de fato, quiser me tornar um ser humano em sua plenitude, se esse é meu propósito, devo procurar caminhos diferentes, que não me façam perder tempo e energia. Ideias assim são sempre muito inspiradoras. Mas parece um tanto difícil conseguir isso.

A verdade é que há muitos males no mundo de hoje e creio que é mesmo hora de pararmos com isso. Eu tenho o alegre objetivo de, primeiro, fazer da minha vida uma boa vida e manter a mim mesma livre de todas as influências de negatividade do mundo. E há muitas pessoas criando uma vida boa como esta. Gente do mundo todo está reconhecendo que é por meio da espiritualidade que se pode alcançar uma vida plena.

– Vivemos tempos um tanto incertos. Podemos acreditar num bom destino para a humanidade?

– Sim, eu acredito que o futuro será bom. Há pessoas buscando uma vida sensata, uma vida simples, e elas servirão de inspiração para os outros, em favor do mundo. E tudo o que é exigido é uma transformação interna, de maneira que possamos ter bons sentimentos, sem nos colocarmos negativamente contra quem quer que seja. Basta que não tenhamos maus sentimentos, que exercitemos a aceitação dos outros, disseminando paz e felicidade.

– É preciso tornar-se um iogue para incorporar essa atitude?

– Não necessariamente. Todos aqueles que, através da observação contínua de si mesmos, e através da meditação, experienciam um relacionamento autêntico com Deus, podem se tornar as estrelas brilhantes que iluminam o mundo.

Eu acredito que se todos seguirmos juntos assim, poderemos criar o céu aqui na Terra.
Mas, primeiro, teremos de criar o céu em nossas mentes.
Porque tudo o que acontece neste mundo começa antes no coração dos homens.

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O que significa a palavra “Shenpa”

O QUE SIGNIFICA A PALAVRA SHENPA

A palavra shenpa, na tradução grosseira do tibetano para o inglês (e daí para o português), quer dizer apego (attachment). Mas não um apego no sentido mais geral e conceitual que tanto o Budismo fala, e sim os disparadores e os mecanismos que dão ao apego seus primeiros “momentos de vida”, digamos assim. A monjaPema Chödron, do centro Shambala (criado por Chögyam Trungpa Rinpoche), explicou em um artigo essa “nova” palavra como ouviu do mestre Dzigar Kongtrul Rinpoche, uma palavra que na verdade é tão ou mais antiga que o próprio ensinamento do Buda, tão rica como instrumento para o auto-conhecimento quanto muitos dos ensinamentos mais psicológicos do Oriente. E que, de certa forma, traz um conceito diferente (e, para nós, novo) que contribui para a auto-observação e a consciência de si mesmo.
Consciência de si mesmo e dos próprios processos mentais que é, talvez, o desafio central de boa parte das práticas “espirituais”.Shenpa, neste contexto, é uma nova perspectiva, uma palavra que define — e, assim, nos ajuda a entender — o momento-chave de perda do livre viver.
Podemos tentar entender shenpa, diz Pema, por uma série de palavras, para encontrar o significado mais amplo do termo: pode ser “aquilo que te engancha” (hook), ou então “aquele sentimento pegajoso” (no sentido de insistente, sticky feeling), ou ainda “uma coceira e a vontade repentina de coçar” (urge to itch, no sentido psicológico, de sentir uma mesma coisa a partir de pensamentos ou sensações parecidas, e a necessidade de reagir a ela). Essa repetição, e a familiaridade que sentimos com nossa reação, é uma das coisas que definiria shenpa. “Ela tem sempre um gosto familiar, um cheiro familiar. Quando você começa a perceber sua aparição, você sente que ela tem estado ali desde sempre”, diz Pema. Imagino que seja “aquela sensação de raiva” que sentimos do mesmo tipo de atitude, situação ou pessoa, ou “aquela pena” ou a “sensação de inferioridade” que é sempre disparada em alguns momentos, ou ainda aquele constrangimento conhecido de estar nessa ou naquela situação, ou, do contrário, uma “reflexo de mandar ou ordenar” essa ou aquela pessoa. Há vários momentos em que shenpa acontece, grandes e pequenos e microscópicos.
“Aqui vai um exemplo rotineiro de shenpa. Alguém diz uma palavra má pra você e então algo em você tensiona – isso é a shenpa. Então se inicia uma espiral em direção à baixa auto-estima, ou você culpa esse alguém, ou fica com raiva, ou começa a denegrir a si mesmo. E talvez, se você tiver algum vício forte, você vai direto pra ele para encobrir o sentimento ruim que surge quando aquela pessoa disse a palavra ruim pra você. Esta é uma palavra má que te captura, que te algema. Outras palavras más podem não afetar você, mas estamos falando aqui onde uma toca sua ferida – isso é uma shenpa. Alguém lhe critica – criticam seu trabalho, sua aparência, seu filho – e, lá vem, shenpa: aparece quase ao mesmo tempo.”
~ Pema Chödron
Muito difícil de ver em si mesmo (embora relativamente fácil de ver nos outros). “Estamos de mente aberta, de coração aberto, e de repente… erkkk”, diz Pema. O principal a fazer é apenas tomar conhecimento, ter a consciência de estarmos sendo envolvidos por shenpa. Depois, com o tempo, você pode “desenvolver a habilidade de não seguir a reação em cadeia”. Mas primeiro, segundo as instruções de Pema Chödron, é reconhecer a aparição, mais e mais e mais. Então ela menciona a possibilidade de usarmos os 4 Rs – reconhecer, refrear, relaxar e resolver – para seguir com a prática sobre a shenpa, mas isso já parece um pouco complexo pra nós aqui. Todo esse processo começa a lhe amolecer, e “este prana, ou natureza búdica, bondade básica — começa a ser ativada mais e mais. Aquele seu Ser, a partir da sua própria sabedoria, começa a ir em direção ao espaço e à abertura e ao despreendimento“.
“Esse é o motivo que eu acho que esse shenpa é realmente um ensinamento muito útil. É o tensionamento, é o reflexo… é a vontade, também. Essa vontade. Realmente mostra a você como você tem um monte de vícios, que todos temos vícios. Há essa estática de fundo de um leve desconforto, ou talvez cansaço, ou ansiedade, ou desânimo. E então nós começamos a usar coisas para nos livrarmos desse desconforto. Coisas como comida, álcool, drogas, sexo, trabalho, compras ou qualquer coisa que façamos para fugir.”
~ Pema Chödron
Há paralelos no Yoga e no seu cânone ancestral, como explicaSri Swami Sivananda, um dos yogues especialistas na conquista da mente:
“A partir da experiência (do viver) você desenvolve Samskaras (impressões), dos Samskaras você tem Vasanas, dos Vasanas você tem Vrittis ou ondas-de-pensamento. A imaginação transforma os Vrittis em desejo. Então o ego se apega ao desejo e ele se torna um impulso, um Trishna. Então você é forçado a realizar Cheshta (ação) para satisfazer o desejo. O processo da mente segue em frente”.
~ Swami Sivananda, em “Higher Methods for Mind Conquest”
O próprio Sivananda mostra o quão fundamental é esse trabalho sobre si mesmo, sobre a própria mente. “Solenemente afirmo que a cruel doença do nascimento e da morte pode ser removida apenas pela panacéia divina do domínio da mente e por nenhum outro método”.
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Meditação….

Quando Meditar?

“Um discípulo foi a um mestre zen e disse:
…-Mestre, estou inquieto. Diga-me o que é a meditação.

O mestre zen respondeu:
-Você vive num mundo hipnotizado pela ilusão do tempo; um mundo no qual o momento presente é inteiramente negligenciado, ou apenas visto como um tênue fio que divide um Passado todo-poderoso e cansativo de um Futuro extraordinariamente importante e sedutor. Por um lado, sua consciência está completamente ocupada com memórias passadas e, por outro, com expectativas futuras.

Será que você não compreende que nunca houve, que não há nem haverá nenhuma experiência que não seja a Experiência do Presente? Quando se esquece disso, você perde o contato com a Realidade e cria um mundo de ilusões.

Você medita quando presta atenção ao que acontece aqui e agora, sem apegos. Você medita quando sua mente se apercebe, sem julgamentos, daquilo que é.

Você medita quando, sem deixar de estar consciente do seu corpo e da sua mente e do vozerio do mundo que o cerca, você vai ficando cada vez mais sintonizado com a Voz do Silêncio, com a Sabedoria da sua Essência Interior.

Você medita quando, na quietude da Natureza ou na paz de algum velho Templo, você se volta para dentro de si mesmo por alguns instantes para participar do Silêncio de Deus.

Você medita ainda mais valiosamente quando, no meio do burburinho da vida, no centro do alvoroço e dos desafios do dia a dia, leva consigo a mesma quietude interior que transforma o seu coração no Templo do Espírito.

Você medita quando nem vive inteiramente neste mundo nem fora dele; e quando embebe a sua mente nas águas da criação e da inteligência divinas para que, com sua atitude, cada ser, cada coisa possa despertar para a sua qualidade essencial.

Você medita quando na agonia da indecisão diz: ‘Não se faça a minha vontade, Deus, mas a Tua.’

Porém, você medita mais ainda quando escuta – com o ouvido do seu corpo, com o ouvido da sua mente e com o ouvido da sua Alma – a Voz Silenciosa que fala do cosmos eterno e lhe pede que seja Um com a Vida.”

Do Status de Marise Carneiro

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Márcia Marques
Clínica Tobias, São Paulo, SP
Histórico
O conhecimento de que o trabalho corporal é fundamental para a saúde e bem estar do homem remonta aos antigos gregos. Eles cultuavam a forma física, pois sabiam que esta lhes trazia a consciência de si mesmos, a vivência da sua individualidade. Sabiam também que a maneira como esse corpo era tratado influenciava todo o seu ser, sua alma e seu espírito. Nessa época, surgiram as normas para massagem e ginástica, elaboradas ainda a partir da sabedoria que se tinha acerca do homem em suas relações com o macrocosmo. Essa sabedoria dos povos antigos foi esquecida nos séculos seguintes.

No início do século 19, surge a massagem sueca, resgatando os benefícios das terapias corporais. Per Henrik Ling, seu criador, vê a vida como uma interação de forças que ele denominou de dinâmicas, químicas e mecânicas. Algumas décadas mais tarde, alguns elementos da massagem sueca foram incorporados ao trabalho do médico holandês Mezger e, desde então, a massagem passou a ser considerada uma terapia integrada à área médica.

Na escola de Mezger, Ita Wegman estudou massagem e hidroterapia e, em 1921, já formada em medicina, inicia junto com Rudolf Steiner o trabalho de renovação da arte médica e suas terapias, entre elas a massagem, fazendo surgir a Medicina Antroposófica. Ita Wegman introduziu novas manipulações para esse corpo compreendido como entrecruzamento e o traspassamento de diferentes forças. Esses gestos são: o toque de sucção, o ritmo e a leveza.

Toques
Os toques executados com essas qualidades podem atuar agora no sentido dos quatro membros constitutivos do ser humano: os corpos físicos (terra), etérico ou vital (água, organismo hídrico), anímico ou astral (organismo aéreo, gasoso) e individualidade superior ou Eu (organismo calórico).

Deslizamentos superficiais: são como uma brisa que passa sob a superfície do corpo e provoca uma leve onda. Esse toque dá direcionamento ao organismo líquido.

Amassamento e malaxação: são como o vento que ergue as ondas. A mão mergulha no tecido, suga-o mais profundamente, oxigena e incorpora o elemento aéreo.

Duplos círculos e lemniscatas: são deslizamentos que desenvolvem calor e trazem sentimento interior de unificação.

Os organismo hídrico, gasoso e calórico, portadores dos processos vitais, anímicos e espirituais são dirigidos e estimulados por meio desses toques. Para uma aplicação correta é necessário conhecer o conceito de funcionamento trimembrado do organismo.

Simplificando a explicação sobre esse conceito fundamental, podemos falar de forças polares; a do sistema neuro-sensorial que condensa e cataboliza, e a do sistema metabólico-motor que dissolve e anaboliza. Entre essa movimentação de forças ocorre o ritmo harmonizante do centro.

O toque de sucção da massagem é rítmico, a mão pulsa como um coração em sístole e diástole através da pele até o interior do organismo. Assim, estimula e sustenta o sistema rítmico, mas quando as outras forças já se excederam em suas atuações. Leis devem ser aplicadas.

A mais importante é a lei da polaridade do corpo astral descrita por Rudolf Steiner em duas conferências do ciclo Ciência Espiritual e Medicina: “Ao massagear os braços humanos, a massagem atrai o astral do exterior para o interior. Os braços humanos tornam-se então, em maior grau do que de costume, aparelhos volitivos e assim age-se de modo regulador sobre o metabolismo interno que transcorre entre intestino e vasos sangüíneos (…). Quando se massageiam os pés e as pernas, o físico é transformado em algo mais próximo da representação e se age de modo regulador sobre o metabolismo que se relaciona com os processos excretores e secretores.”

As leis do corpo
Ainda no sentido da lei da polaridade do corpo astral, Rudolf Steiner indica como cada parte do organismo relaciona-se com outra. Por exemplo, uma massagem abdominal tem efeito benéfico para atividade respiratória. É uma seqüência invertida: quando mais se vai para baixo, mais a massagem do tronco influencia os órgãos localizados em cima.

O fluxo pentagramático (cinco pontas: cabeça, braços, pernas) do corpo etérico também pode ser usado para direcionamento de fluxos com um caráter anabólico ou como uma derivação para atrair o corpo astral, quando um membro do corpo não pode ser tocado, como no caso e membros fraturados e neurites.

Os tratamentos não se resumem a fazer seqüências anabolizantes. A própria mão pode dar um caráter polar quando atua com sucções suaves e fluentes ou mais localizadas e conscientes.

Os tratamentos, de acordo com a necessidade, podem ser feitos do centro para a periferia, levando ao organismo respiração e calor, e da periferia para o centro, trabalhando com fluxos e estimulante os processos metabólicos.

Segundo a concepção grega, Apolo presenteou Mercúrio com o bastão das serpentes, para com isso poder ligar e soltar, adormecer e acordar. A Dra. Ita Wegman, ao desenvolver a Massagem Rítmica em conjunto com a Dra. Margarethe Hauschka, trouxe de novo a possibilidade de um ligar e soltar dos membros essenciais do ser humano, dando suporte a esse Mercúrio interior quando suas forças são insuficientes.

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A Medicina Antrosófica
Quem são os medicos antroposóficos?
A formação em Medicina Antroposófica no mundo todo é considerada uma extensão da formação médica acadêmica. Em resumo, a Medicina Antroposófica é uma prática exclusivamente médica, enriquecida pelo trabalho conjunto, interdisciplinar com outros profissionais, tais como: massagistas rítmicos, terapeutas artísticos, euritmistas e psicólogos. Atualmente no Brasil contamos com vários profissionais com mestrado e doutorado, indicando a permanente ligação com a medicina acadêmica. Além de clínicos e pediatras que ampliam sua prática com os conhecimentos da Medicina Antroposófica, há também outras especialidades: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, oncologia; todos em busca de uma renovação de sua prática médica, para a melhoria da qualidade dos tratamentos oferecidos.

O que caracteriza a Medicina Antroposófica?
Muitas são as ações que caracterizam e diferenciam a abordagem dos problemas de saúde pela Medicina Antroposófica. Tudo começa com uma imagem ampliada do ser humano, da saúde x doença e do processo de vida (veja “Conceitos Fundamentais” nesta seção). Diante de uma doença, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente – seus sintomas, os dados de anamnese, de exame físico, os subsídios de exames laboratoriais ou por imagem – como qualquer outro médico. Mas também vai pesquisar como está a vitalidade desse paciente, o seu desenvolvimento emocional e como ele tem conduzido sua vida através dos anos, sua história de vida ou biografia. O diagnóstico convencional pode, então, tornar-se mais profundo e individualizado. A origem dos desequilíbrios pode ser identificada e transformada através da terapêutica. Esta envolve o uso de medicamentos produzidos com substâncias da natureza – minerais, plantas e até de alguns animais (abelha, corais) – através de técnica homeopática (diluição e dinamização), de processos específicos da farmácia ampliada pela Antroposofia (como é o caso dos medicamentos à base de metais) e de fitoterápicos. Mas também pode ser necessário o uso concomitante de medicamentos convencionais (alopáticos). Além de remédios, o médico antroposófico também prescreve orientações alimentares, de saúde em geral e de estilo de vida, além da possibilidade de trabalho conjunto com as terapias ligadas à Medicina Antroposófica (leia resumo sobre essas terapias nesta sessão).

Onde posso encontrar Médicos Antroposóficos no Brasil?
Hoje contamos com aproximadamente 300 médicos certificados pela ABMA, distribuídos por todo o Brasil, desde o Nordeste até o Sul, com pleno domínio sobre os conhecimentos e práticas da Medicina Antroposófica. Você pode entrar em contato conosco, por e-mail ou telefone, para indicarmos os profissionais mais próximos de você.

Em Belo Horizonte, a Medicina Antroposófica está inserida no SUS – Sistema Único de Saúde, sendo praticada em postos de saúde da rede pública, bem como no Ambulatório Didático da ABMA Regional Minas Gerais. Em São Paulo, ela está presente em algumas unidades do PSF – Programa de Saúde da Família, no Ambulatório Social da Associação Comunitária Monte Azul (link) e no Ambulatório Didático e Social da ABMA. Também em Florianópolis, o Ambulatório Didático e Social oferece atendimento à população carente

Quando e como começou a Medicina Antroposófica no mundo?
A Medicina Antroposófica surgiu na Europa no início do século XX, baseada na imagem do homem trazida pela Antroposofia ou Ciência Espiritual do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861 – 1925). A pioneira desse trabalho foi a médica Ita Wegman (1874 – 1943), que a partir de diálogos com Rudolf Steiner, desenvolveu as bases de uma nova arte médica, indicando medicamentos e terapias para diversas doenças. Atualmente a Medicina Antroposófica está presente em mais de quarenta países, nos cinco continentes. O órgão mundial responsável pela sua regulamentação é a Seção Médica do Goetheanum ao qual a ABMA é filiada.

Muitas outras áreas práticas do conhecimento humano foram influenciadas pela Antroposofia, como é o caso da Pedagogia Waldorf, da Agricultura Biodinâmica, da Arquitetura de inspiração Antroposófica, da Farmácia, da Pedagogia Curativa e também da Economia e Gestão Empresarial.

A Medicina Antroposófica trata de todas as doenças?
Como ampliação da medicina acadêmica, a Medicina Antroposófica oferece uma proposta de abordagem para todos os problemas de saúde, ainda que seja tomada apenas como terapia complementar, aliada a outros métodos terapêuticos. Na verdade, não é preciso estar doente para procurar um médico antroposófico. Ele fornece orientações e medicamentos que também auxiliam na prevenção de muitas doenças.
Rua Regina Brada, 576 – Alto da Boa Vista – São Paulo – 04641-000 – Tel.: 11 5522-4744

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Oração de Micael

ORAÇÃO DE MICAEL

“Temos que erradicar da alma todo medo e temor

do que o futuro possa trazer ao homem.

Temos que adquirir serenidade

em todos os sentimentos e pensamentos a respeito do futuro.

Temos que olhar para frente

com absoluta equanimidade para com tudo o que possa vir.

Temos que pensar somente que tudo o que vier,

nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria.

Isto é parte do que temos que aprender nesta era:

Viver com pura confiança sem qualquer segurança na existência.

Confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.

Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar.

Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior,

todas as manhãs e todas as noites.

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Om Mani Peme Hung

Mantra do Amor e Compaixão
Om mani peme hum
é fácil de pronunciar e poderoso pois contém a essência de todo o ensinamento.
Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis silabas possam atrair tanto comentário importante.
De acordo com Dalai Lama, o propósito de recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda.
O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.
Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.
Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.
OM – A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA – Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI – Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PE – Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.
ME – Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.
HUNG – Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.
A senda das seis perfeições é a senda de todos os budas. Cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana.
OM – Dissolve o orgulho
MA – Liberta do ciúme e da luxuria.
NI – Consome a paixão e os desejos
PE – Elimina a estupidez e danos.
ME – Liberta da pobreza e possessividade.
HUNG – Consome a agressão e o ódio.
Cada uma das seis silabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno.
OM – Purifica o corpo
MA – Purifica a palavra
NI – Purifica a mente
PE – Purifica as emoções
ME – Purifica as condições latentes
HUNG – Purifica o véu que encobre o conhecimento

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