A IMPORTÂNCIA DO SONO E A PEDAGOGIA

“O relacionamento humano depende de uma boa noite de sono.”

( Dr. Derblai R. Sebben)

SONO

Dormir, em termos práticos, é parar de pensar. Se o pensamento não cessa, não dormimos. Porém é necessário pensarmos corretamente durante o dia para podermos dormir bem. Um pensamento confuso, desordenado, que não se percebe a si próprio é causa de insônia.

Na pedagogia Waldorf se ensina a pensar concretamente, e consequentemente “ensina a dormir”.

Para dormir bem é necessário se sentir bem. Se passarmos um dia, ou um período, nos sentindo muito inseguros, ou com medo, também temos dificuldade de manter o sono.

Numa didática, como a proposta por Rudolf Steiner, todo o ensino se faz de modo artístico e com isso nutre o sentir, e também contribui com o sono.

agir com metas, um fazer que vá até o fim e que tem significado propicia uma boa noite de sono.

Os alunos Waldorf se empenham em fazer belos cadernos, participam de aulas de trabalhos manuais e muitas outras atividades que, com certeza, ajudam a aprofundar o sono.

Ao estudarmos a fisiologia do sono identificamos dois pólos: o estágio do sono profundo e o sono REM (sono com sonhos); e há a passagem de um estágio para o outro.

Há uma série de experimentos que mostram como o sono REM está relacionado diretamente com o aprendizado e consolidação da memória. No sono profundo ocorre a liberação do hormônio do crescimento (GH) o que mostra sua relação com o metabolismo. Maratonistas no dia seguinte a maratona dormem mais tempo nesse sono profundo.

Por isso se faço exercícios físicos ou se atuo com sentido, estimulo o sono profundo.

Ao aprender, ao adquirir novos conhecimentos, possibilito que o sono REM seja mais denso nas noites subsequentes.

Ao cuidar do sentir a noite ganha o necessário movimento rítmico e passa de uma fase do sono a outra, e não se acorda de hora em hora.

Rudolf Steiner, 1919, falou aos professores que uma de suas tarefas era ensinar os alunos a dormir. Agora podemos entender o que isso significa. Quando um adulto não dorme bem o seu dia seguinte pode ficar comprometido. O raciocínio fica lento, não tem paciência para ouvir explicações e assim por diante. Se dormirmos mal nos sentimos mal, pode surgir sensações incômodas no corpo. E pode surgir a procrastinação, pois ficamos sem vontade de fazer as coisas.

Uma criança ou adolescente que dorme mal fica agitado. Parece (mas, não é) que está cheio de energia. Na realidade está confuso e nem ouve o que os adultos falam (déficit de atenção). Vemos que uma criança ou adolescente que dorme mal está incomodado.

Podemos dizer que está “doente”. Como a criança e o adolescente estão em desenvolvimento podem surgir consequências orgânicas devido à falta de sono ou do sono sem qualidade: queda da imunidade, a criança pega mais resfriados; como durante o sono noturno se libera o hormônio do crescimento a estatura pode ficar mais baixa do que o esperado.

E a meu ver a consequência mais grave da privação de sono é aquestão social.

Rudolf Steiner fala que o bom sono é decisivo para o bom relacionamento entre as pessoas. Quando dormimos sonhamos; sonhamos com nossos ideais, com aquilo que queremos dispor para a humanidade.

Durante o sono bebo da fonte, dos arquétipos – daquilo que me faz humano. Quando durmo e acordo refeito, sei do que se trata. Acordo “novo” para o novo dia.

Os adolescentes são os que mais sofrem com a privação de sono; as horas passadas diante do computador ou do vídeo game impedem o sono restaurador. Se não dormem bem, não acordam bem e aí o comportamento, a convivência fica praticamente impossível. Não vão bem na escola, se isolam, há problema com a auto estima. O comportamento agressivo ou irritadiço acaba se tornando a regra. O que poderia ser ânimo, disposição para a convivência com a comunidade (pais, familiares, amigos) se torna isolamento, preguiça, ou só fazer aquilo que é muito fácil, que não exige esforço nenhum.

Portanto, também a questão social, o relacionamento humanodepende de uma boa noite de sono.

O que contribui com uma boa noite de sono?

Conforme o explicado acima: é necessário acordar melhor, ou seja, durante o dia cuidar do pensar, sentir e querer. É possível ajudar a acordar, e praticamente impossível ajudar a dormir. Quem se esforça para pegar no sono, provavelmente vai ficar acordado.

Os professores, na pedagogia Waldorf, ensinam a dormir, pois dão os estímulos necessários durante as aulas; a didática é voltada para toda a organização humana – pensar, sentir e querer.

E os pais, o que podem fazer?

  • Cuidem dos horários. Vida é ritmo. Tudo o que é vivo tem ritmo. Organizem o dia. Horário para acordar e dormir; horário para as refeições; cuidar com a agenda muito apertada…
  • Providenciem um bom café da manhã com carboidratos complexos – alimentos integrais. Proteínas e gorduras também fazem parte. Evitem doces. Jantar leve; quem come muito a noite pode dormir mal e engordar.
  • Que o acordar seja agradável; despertar um pouquinho antes; evitar atrasos. No dia a dia, estar sempre atrasado cria um condicionamento péssimo. “Acordo e lá vem confusão”.
  • Criem um ritual para o sono. Quanto mais simples e rápido melhor. Não esquecer a MASSAGEM e a história. O que mais propicia o sono é escuro e silêncio; portanto, nada de TV, DVD, computador…
  • Atividade física é muito importante; propiciem momentos de lazer. Criar situações que a criança possa brincar livremente. E ainda eu poderia aconselhar: vivam melhor, tenham uma vida mais saudável, etc. Mas, para encerrar lembro a vocês que educar é antes de tudo auto-educar-se.

Aprender é processo e nunca se está totalmente pronto. Tentamos e cuidamos, mas estamos vivos, em desenvolvimento. Mais erramos que acertamos, mas tentamos

Confiem e não abandonem as crianças. Elas não estão prontas e nós também não.

 

 

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13 COISAS PARA PENSAR QUANDO A VIDA ESTIVER DIFÍCIL

Sidarta Gautama, o Buda nos deixou um legado de grande sabedoria. Entre tantas pérolas, separo 13 conselhos deixados para aqueles que vivem momentos difíceis. Existe, segundo Buda, uma forma de viver esses momentos de uma maneira mais tranquila e o segredo tem a ver com atitude:

1) AS COISAS SÃO O QUE SÃO

A nossa resistência às coisas é a principal causa do nosso sofrimento. Este acontece quando resistimos às coisas como elas são. Se não se pode fazer nada, relaxe. Não lute contra a correnteza, aceite ou então se consuma em seu sofrimento.

2) SE VOCÊ ACHA QUE TEM UM PROBLEMA, VOCÊ TEM UM PROBLEMA

Repare que tudo é olhado através de uma perspectiva. Em um determinado momento as coisas parecem difíceis, no outro não. Sabendo disso, caso tenha uma dificuldade escolha entendê-la como um desafio, uma oportunidade de aprendizado. Se enxergá-la como um problema, essa dificuldade será certamente um problema.

3) A MUDANÇA COMEÇA EM VOCÊ MESMO

Seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior. Temos o hábito de achar que tudo ficará bem quando as  circunstância mudarem. A grande verdade, no entanto, é que as circunstâncias só mudarão quando essa mudança ocorrer em nosso interior.

4) NÃO EXISTE APRENDIZADO MAIOR DO QUE FALHAR

O fracasso não existe  !!! Entenda isso de uma vez por todas. Todas as pessoas de sucesso já falharam diversas vezes. Aproveite suas falhas como um grande aprendizado. Se fizer isso, na próxima vez estará mais perto do sucesso. A falha é sempre uma lição de aprendizado.

5) SE ALGO NÃO ACONTECE COMO O PLANEJADO, SIGNIFICA QUE O MELHOR ACONTECEU

Tudo acontece de forma perfeita, até quando dá errado. Muitas vezes, quando olhamos para trás, percebemos que aquilo que consideramos errado, na verdade foi o melhor que podia ter acontecido. No entanto, quando dá certo, certamente estamos alinhados com nosso propósito de vida. O universo sempre trabalha a nosso favor.

6) APRECIE O PRESENTE

Nós só temos o momento presente! Portanto não o deixe passar perdendo tempo com o passado. Valorize seu momento presente   ….pois ele é único e importante. É a partir dele que cria sua vida futura.

7) DEIXE O DESEJO DE LADO

A maioria das pessoas vive a vida , guiadas pelos desejos. Isso é extremamente perigoso, um desejo não satisfeito transforma-se em uma grande frustração. Frustação desencadeia uma energia negativa muito forte e retrai seu crescimento. Procure entender que tudo o que precisa vai chegar até você se cultivar sua felicidade incondicional. Pratique uma mente isolada, só assim suas emoções permanecerão felizes ou neutras.

8) COMPREENDA SEUS MEDOS E SEJA GRATO POR ELES

O medo é o contrário do amor, é quem mais atrapalha sua evolução caso não saiba entendê-lo. No entanto ele é importante na medida em que fornece uma grande oportunidade de aprendizado. Quando enfrenta e vence o medo, se torna mais forte e confiante. Superar seus medos requer prática, o medo é apenas uma ilusão e, acima de tudo, é opcional.

9) EXPERIMENTE ALEGRIA

Existem pessoas que se divertem com tudo o que lhes acontece. Mesmo na pior situação, riem de si mesmas. São pessoas felizes que enxergam crescimento em tudo. Essas pessoas aprenderam que é importante focar na alegria e não nas dificuldades. O resultado é que atraem muito mais situações felizes do que tristes.

10) NUNCA SE COMPAREM COM OS OUTROS

Você é único, veio aqui com uma missão só sua. E ela é tão importante quanto  a de qualquer outra pessoa. Mesmo assim se não conseguir evitar comparações, compare com quem tem menos que você. Isso é uma ótima estratégia para perceber que tem sempre muito mais do que precisa para ser feliz.

11) VOCÊ NÃO É UMA VÍTIMA

Você é sempre o criador de suas experiências! Tudo o que lhe acontece foi atraído por você mesmo e extremamente necessário pra seu aprendizado. Quando algo que considera desagradável acontecer com você, agradeça e pergunte: “Por que será que atraí isso para minha vida?”, “O que preciso aprender com essa experiência?”.

12) TUDO MUDA

Isso também vai passar …palavras de Chico Xavier. Tudo nessa vida é dinâmico, tudo muda em um segundo. Portanto, não fique se lamentando. Caso não saiba o que fazer, não faça nada. O universo não para de mudar, crescer e se expandir, sendo assim espere, por que tudo vai passar.

13) TUDO É POSSÍVEL

Milagres acontecem todos os dias  , e nós mesmos é que somos responsáveis por eles. Confie e acredite nisso. Na medida em que conseguir sua mudança de consciência, encontrará em você o poder de realizar milagres. É tempo de mudar e entender sua importância, a possibilidade que você tem de mudar o mundo. Acredite !!!!

Esse texto foi baseado na obra“13 things to remember when life gets rough“ “13 coisas para lembrar quando a vida fica difícil”.De 19 de maio de 2016/27 Comentários/em Roberto Legey /por Roberto Legey

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2O DORES CORPORAIS E A RELAÇÃO DELAS COM OS SENTIMENTOS – SUA DOR PODE SER EMOCIONAL!

A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina.

Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa. Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

Preparamos esta matéria com muito carinho. Pois temos certeza de que ela vai ajudar muitas pessoas, que poderão se livrar de sua dor física a partir do instante que se curarem da dor interior.

Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

  1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.

A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.

  1. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?

Então se posicione!

A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.

  1. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a); e /ou falar e/ou não falar.

Reflita sobre o amor e a compaixão.

  1. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.

A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos! Cuidado!

  1. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional. Não carregue tanto peso sozinho (a), distribua. Além disso, não acumule problemas, resolva-os.
  2. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.

Se você não “digeriu” bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago. As coisas são como são, e não como queremos que seja.

  1. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.

Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.

  1. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de equilíbrio, de dinheiro ou de apoio emocional.

Seja otimista e reaja.

  1. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?

Pense bem.

  1. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.

Ouse! Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.

  1. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.

Veja se é necessário mesmo fazer isso. Reflita sobre o assunto.

  1. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.

Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.

  1. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris. Está pensando em novas ideias?

Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.

  1. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.

Seja como eles: procure novas experiências na vida – com responsabilidade.

  1. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho. O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?

Sabemos que não é fácil. No entanto, é necessário. Você é mortal, como todos os outros – não perca tempo e viva em amor.

  1. Dor de dente: pense positivo. Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido.

Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.

  1. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo(a).

Permita-se ser feliz e não cobre tanto. O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?

  1. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.

Livre-se do tédio!

  1. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa.

Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você “voar”.

  1. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.

Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade.

Cuidado!

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Fonte: Cura Pela Natureza

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A TEORIA DOS SETÊNIOS – “OS CICLOS DA VIDA”

TEORIA DOS SETENIOS

A Antroposofia é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner que entende estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. A Antroposofia compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. Conforme Steiner a Antroposofia é “um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”.

Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

teoria dos setênios nos ajuda a compreender a condição cíclica da vida, em que a cada ciclo soma-se os conhecimentos adquiridos no anterior e busca-se um novo desafio. Claro que a teoria dos setênios pode também ser entendida como uma metáfora sistêmica, sabemos que as pessoas mudaram de um século para o outro, nosso desenvolvimento está mais acelerado, nosso organismo mais adaptado, talvez nem todas as descrições dos setênios façam tanto sentido hoje, mas ela continua atual em sua percepção do ser humano e suas fases. Assim, os setênios não são exatamente sete anos no tempo cronológico, mas a cada ciclo de X anos, de tempos em tempos.

Há também uma subdivisão possível desses ciclos. Os três primeiros ciclos, que compreendem nossa fase de 0 a 21 anos, são denominados “setênios do corpo”. É o ciclo do amadurecimento físico, do corpo, e também da formação da nossa personalidade. Os três ciclos seguintes que vão de 21 a 42 anos, são conhecidos como setênios da alma. É a fase em que, superadas as experiências básicas da vida, nos inserimos na sociedade fazendo as escolhas como casar ou não, trabalhar em uma área específica, conviver mais ou menos com a família. E, apenas a partir dos 42 anos, vivenciando os últimos setênios, estamos realmente prontos para imergirmos na vida com maturidade, profundidade e espiritualidade.

Vamos então conhecer essa teoria extraordinária e refletir sobre como nossa vida é cíclica e sobre como isso reflete na forma como mudamos e nos refazemos sistemicamente.

0 a 7 anos – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditário

A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. Nesse ciclo nossos órgãos físicos estão sendo formados para que sejamos indivíduos únicos. O crescimento está ligado à nossa cabeça, ao ponto mais alto, o superior, o pensar.A separação da mãe é um momento importante para a psique e para o corpo. Outros estudiosos já trataram disso, como Winicot. É uma transmutação importante, em que a consciência da criança se constitui fisicamente e mentalmente tomando conhecimento sobre si mesma. A pedagogia Waldorf, usada nas escolas que tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

7 A 14 ANOS – SENTIDO DE SI, AUTORIDADE DO OUTRO

O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Se a autoridade é excessiva, a criança pode ter uma visão pesada e cruel do mundo, se a autoridade e cobrança são muito fluídas e sem ressonância, a criança pode ter uma visão demasiadamente libertária do mundo, não inibindo comportamentos perigosos. O papel do adulto, pais e professores, determinam a imagem de mundo que a criança receberá.

A autoridade é excessiva pode gerar uma maior inspiração do que expiração, desequilibrando o ritmo, e isso pode levar desde a uma timidez no futuro, à introversão, ou quadros somáticos de asma, etc. Quando a autoridade é insuficiente, a expiração maior pode conduzir à extroversão exagerada, que leva a criança a desconhecer seu limite e o do outro, até quadros mais histéricos, de dissolução da identidade.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa. As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos

A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé. E, sobretudo, fazendo um contraponto à dura descoberta das diferenças, pois é também nessa fase do conhecimento de si que percebemos como uns e outros são diferenciados na sociedade, como as diferenças sociais, religiosas, raciais ou mesmo geográficas.

14 A 21 ANOS – PUBERDADE/ADOLESCÊNCIA – CRISE DE IDENTIDADE

 

O que todo adolescente busca? … liberdade!

Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

A postura ereta é uma diferenciação dessa fase para as outras. O corpo já está formado, já aconteceram as primeiras trocas com a sociedade, o corpo já não precisa de tanto espaço para se locomover, o espaço agora adquire outro sentido, o da possibilidade de “ser”.  O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo.

Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim. É tanta energia interna para ser extravasada que o sujeito pode perder o controle de si mesmo e precisar de intervenção – salvo se os ciclos anteriores tiverem cumprido bem os seus papéis. As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento.

O binarismo entre o ideal e o real também estão muito presentes. O ideal de mundo, de Homem, de cultura, vindo de uma essência pura e etérea do ser humano entra em choque com o real das ruas, da política, o prazer sexual, as práticas ilícitas, tudo se torna um turbilhão. As representações que forem mais fortes para o sujeito – as de idealizações ou as do real, serão definitivas nos próximos ciclos.

Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos. O caminho contrário do “habitual” pode ser exclusivamente para reforçar a tensão. As drogas podem estar nesse contexto. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

21 A 28 ANOS – O “EU” – A INDEPENDÊNCIA E A CRISE DO TALENTO

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc.

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante. O não atingimento desse objetivo pode gerar muita ansiedade e frustração, especialmente se todos os anos até aqui não foram suficientes para descobrirmos e desenvolvermos os nossos talentos.

28 A 35 ANOS – FASE ORGANIZACIONAL E CRISES EXISTENCIAIS

 

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, stabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações.

35 A 42 ANOS – CRISE DE AUTENTICIDADE

Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado ao setênio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, gerada pelas reflexões do ciclo anterior.

Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional. Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível.

É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

42 A 49 ANOS – ALTRUÍSMO X QUERER MANTER A FASE EXPANSIVA

É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio, até. A crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não da pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio.  A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento.

49 A 56 ANOS – OUVIR O MUNDO

Podemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

56 A 63 ANOS – (E ADIANTE) ABNEGAÇÃO/SABEDORIA

A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se igualam e o mundo fica estranho.

É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.

Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida.

CONCLUINDO

Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coaches, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

Há uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

 

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Setenios

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Dicas de Matthieu Ricard

Dicas de Matthieu Ricard, monge budista francês, para uma vida feliz. Uma matéria do site Brasil Post | De Andréa Martinelli. Saiba sobre os livros de Matthieu Ricard em português.

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Não. A felicidade não tem cheiro, não é algo palpável. Não está em ter um carro novo, o apartamento perfeito, a roupa de marca, alguém para amar ou o prazer em comer aquele pedaço de bolo de chocolate com cobertura extra. E não é “um revólver quente” como cantaram os Beatles. Ela não é uma sensação de prazer ou momentânea.

Mas é algo possível. E pode ser (sim!) o sentimento que determina cada instante da sua vida. O monge budista Matthieu Ricard, é considerado “o homem mais feliz do mundo” acredita nessa ideia e quer que ela circule por aí.

Segundo ele, a felicidade deve ser entendida como um sentimento profundo de serenidade e realização que sustenta todos os outros estados emocionais (ele conta aqui como chegou até ela). Eis 4 passos para entender e conquistar a felicidade:

  1. Escolha transformar o seu sofrimento

Ninguém acorda pensando: “Que dia lindo para sofrer”, ou “Tomara que eu sofra o dia todo!”. Mas, tudo o que fazemos, direta ou indiretamente, está ligado a um desejo profundo de bem-estar e felicidade. Certo? Afinal, ninguém sai de casa esperando que coisas ruins aconteçam. Pascal, filósofo francês, disse certa vez que mesmo aquele que se enforca, de alguma forma, está procurando dar fim ao sofrimento, só não encontrou outro jeito para isso.

Mas por que continuamos sofrendo como se estivéssemos enfeitiçados por uma obsessão? A resposta está em nossa própria mente: ela não tem o treinamento adequado. Escolhemos focar a atenção plena no sofrimento – e só nele. Segundo Matthieu Ricard, este “foco” só provoca o aumento da agonia. Quando um tema nos angustia é porque nossos pensamentos insistem em regressar à origem desta dor e é preciso tentar deixar de lado as emoções negativas para desenvolver as positivas (mas não é algo que acontece do dia para a noite. Exige tempo e esforço – veja o tópico 4).

  1. Ter Tudo não é sinônimo de felicidade

A busca pela felicidade, muitas vezes, se dá de forma equivocada. Ela não está em “coisas”, ela não é algo que se irradia para fora de um ser, e não está ligada ao sentimento de prazer. Na maioria das vezes, “ter tudo” é sinônimo de sucesso, de felicidade, de realização pessoal. Mas, na visão de Matthieu, o “ter” é um grande perigo já que se houver algo que não se consiga ter, tudo ao redor pode desabar. Para ele, o controle que temos sobre o mundo externo é muito vago, limitado, temporário e, frequentemente, ilusório.

  1. Busque olhar para si, e não para o outro

Você pode estar no melhor lugar do mundo, com as melhores companhias, a melhor comida, a melhor cama, mas estar completamente infeliz. Então, como é possível criar condições para que a felicidade aconteça? Como identificar os sentimentos que possam minar a felicidade? Para Ricard, sentimentos tóxicos como ódio, raiva, inveja, arrogância, desejo obsessivo e ganância, deixam marcas depois que os experimentamos. Além disso, são capazes de interferir na felicidade do outro. Então, por que não olhar para as condições internas de mudança, já que são mais fortes do que as externas?

A capacidade de mudança só existe porque os sentimentos são efêmeros, segundo Matthieu. Esta é a base de transformação da mente e o antídoto para estas emoções que minam o sentimento de bem-estar: não focar o objeto do ódio, por exemplo, e focar no interior, para dissolver este sentimento tantas vezes até que, caso surja de novo (e sabemos que vai), ele apenas passe pela mente e não deixe marcas. A ideia é, por meio de um comportamento altruísta, você consiga praticar a compaixão e se familiarizar com uma nova forma de ser e de perceber a realidade à sua volta.

  1. Conheça e transforme a sua mente: medite!

Matthieu disse em entrevista à revista Galileu que não considera o budismo uma religião: “Não perdemos tempo discutindo Deus. A questão é irrelevante. Buscamos saber como a mente funciona. Precisamos refinar a percepção de nossa realidade.” E é aí que o papel da meditação entra. Segundo ele, uma mente mais tranquila responde melhor aos desafios da vida, impostos pelo cotidiano, enquanto as emoções descontroladas levam ao caminho oposto ao equilíbrio e a serenidade.

O ódio, a inveja, a raiva ou a arrogância são sentimentos que minam a felicidade. Segundo ele, quanto mais aprendemos a lidar com estes sentimentos de forma passageira em nossa mente, podemos ser como o mar: por mais que as ondas fiquem inquietas por cima e tempestades ocorram, o fundo do oceano não muda, continua intacto. Lembra daquela história de “para ser grande, sê inteiro”, de um dos poemas de Fernando Pessoa? É mais ou menos isso.

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Sabedoria divina nos ensina a relação de interdependência e de sincronicidade com universo

Somos regidos por essa sabedoria

Os dias da semana, os anjos, os planetas com suas características e seus metais, o macro cosmo regendo no microcosmo em seus órgãos e sentidos.

Podemos dizer que os Cereais representam uma sabedoria cósmica condensada, traduzida em alimentos e energia para a realização terrena do ser humano.

Poder ter conhecimento dessa sabedoria é uma benção.

Poder entrar nessa sintonia é o mais Puro Amor.

 

Dias da semana        Anjos       Planeta       Cor            Orgão       Metal        Cereal    Nota Musical     

Domingo              Michael    Sol               Branca     Coração    Ouro          Trigo               LA

Segunda               Gabriel     Lua              Lilás          Cérebro     Prata         Arroz              SI

Terça                    Samuel    Marte          Vermelho Vesícula    Ferro        Cevada           DO

Quarta                  Rafael      Mercúrio     Amarelo   Pulmão     Mercúrio    Painço          RE

Quinta                  Zacaniel   Júpiter         Laranja     Fígado       Estanho      Centeio        MI

Sexta                     Uriel          Vênus          Verde      Sist Renal   Cobre         Aveia            FA

Sabado                Orifiel       Saturno        Azul         Esqueleto   Chumbo    Milho          SOL

 

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